preciso te falar,
pois se não sou eu que digo,
haverá milhões de abutres
indiferentes a todos neste mundo,
que por motivos fúteis,
em menos de um segundo,
ainda irão acabar contigo.
Afasta-te do perigo;
não emprestes teus ouvidos
à maldade alheia;
sê como o doce pintassilgo,
por onde passa a paz gorgeia.
Vem, repousa tua mão na minha
e espera um novo amanhecer,
porque mesmo sendo o homem tão mesquinho,
terá sempre o passarinho um ninho
e um abrigo para adormecer.
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