Pequena, vem cá,
apanha uma palma de arruda,
um punhado de vindecá
e sete folhas de guiné,
traz também água da chuva,
colônia francesa da boa,
marafo e pau d’angola,
patchouli, piprioca,
a lasca da jibóia,
põe tudo no cuité;
não esquece o manjericão,
malva e canela rosa,
o bálsamo de São Tomé;
de flor, pega a rosa branca,
a seiva de alfazema
e mais o cheiro que quiser;
tudo que em ti guardas queima,
renova a esperança, engrandece tua fé;
para a tua abundância, saúde e proteção,
pela vida afora, mostra teu perdão
e oferece agora ao Grande Mistério[1]
este singelo ritual;
na Boa Estrada Vermelha[2],
semeia o amor fraterno,
lança a boa centelha
ouve a suprema sabedoria,
que terás felicidade, harmonia
e muita força espiritual.
[1] Grande Mistério = Fonte Original da Criação, o Criador (linguagem nativa americana)[2] Boa Estrada Vermelha = vida física (linguagem nativa americana)
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