sexta-feira, 9 de março de 2012

Paris 1984

Não tenho nenhum verso pronto, 
passeio pelo rio Sena, sob o céu de outono, 
uma criança passa correndo, depois outra, 
percebo que algo se perdeu na rua antiga, 
parece um cachecol vermelho... 
as pessoas na rua também têm 
os olhos vermelhos, a pele vermelha, 
vermelho na sobrancelha... 

mas a melodia dos lábios cantam o amor, 
nos parques cheios, a alegria do riso dos pequenos
que se enrolam na grama, alguns jogam cartas, 
outros tocam violino ou vestem-se de prata... 

mambembes a desafiar o frio e a ventania, 
paro no primeiro Café da esquina, aprecio o “déjà vu” 
bebo uma taça de vinho e quebro a monotonia. 

Paris dos meus devaneios, das ruas estreitas, tarô e magia...
encontros e danças, paixões de ciganos,
tempo de música, fogueiras e violinos, 
tempo de viração nos corações humanos...

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