Não tenho nenhum verso pronto,
passeio pelo rio Sena, sob o céu de outono,
uma criança passa correndo, depois outra,
percebo que algo se perdeu na rua antiga,
parece um cachecol vermelho...
as pessoas na rua também têm
os olhos vermelhos, a pele vermelha,
vermelho na sobrancelha...
mas a melodia dos lábios cantam o amor,
nos parques cheios, a alegria do riso dos pequenos
que se enrolam na grama, alguns jogam cartas,
outros tocam violino ou vestem-se de prata...
mambembes a desafiar o frio e a ventania,
paro no primeiro Café da esquina, aprecio o “déjà vu”
bebo uma taça de vinho e quebro a monotonia.
Paris dos meus devaneios, das ruas estreitas, tarô e magia...
encontros e danças, paixões de ciganos,
tempo de música, fogueiras e violinos,
tempo de viração nos corações humanos...
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