Observo-te
compenetrado na escrivaninha,
o semblante bem sereno,
de uma expressão fina;
nos olhos, a imensidão do firmamento
refletido nas retinas.
Imagino-te ubíqüo...
sentado quieto à minha frente,
movendo-se para me abraçar;
continuas aí parado,
mas teus lábios deslizam
sobre meu corpo sedento de ti;
olho-te e percorro tua anatomia...
tens a boca tão bonita,
mãos que aquecem a escuridão do dia
e a orelha mais perfeita que já vi;
quero-te incansavelmente em tua timidez,
não me importo que percebas;
além do transparente desejo
penso na loucura que é teu beijo,
pois sabendo que não vês,
roubo-te a divina cena da nudez.
o semblante bem sereno,
de uma expressão fina;
nos olhos, a imensidão do firmamento
refletido nas retinas.
Imagino-te ubíqüo...
sentado quieto à minha frente,
movendo-se para me abraçar;
continuas aí parado,
mas teus lábios deslizam
sobre meu corpo sedento de ti;
olho-te e percorro tua anatomia...
tens a boca tão bonita,
mãos que aquecem a escuridão do dia
e a orelha mais perfeita que já vi;
quero-te incansavelmente em tua timidez,
não me importo que percebas;
além do transparente desejo
penso na loucura que é teu beijo,
pois sabendo que não vês,
roubo-te a divina cena da nudez.
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